domingo, 20 de novembro de 2011

Adoro essa sensação que a maldade me causa, seja em doses homeopáticas ou cavalares, esse formigamento que me causa nas palmas das mãos.
Posso sentir em ondas de estremecimento pelo peito a sensação que me dá em expor as podridões alheias e seus pecados malditos. O cheiro de podre que exalam, as mentiras e as falsidades.
É quase uma forma de prazer. Minhas mãos tremem só de pensar no sentimento horrível de culpa que a faço sentir.
Vingança? Acerto de contas?
Nem um, nem o outro. É apenas uma questão de orgulho, de mostrar que fez todas as escolhas erradas em momentos errados.
É estranho como me causa uma sensação melhor que uma medalha, que um gol, que um orgasmo, que cair de 5 andares, que bater um carro a 180km/h, que levar um tiro. Tenho vontade de gargalhar. Mas não, é melhor manter a pose séria.
Você está prestes a viver seus piores dias.
E quanto a mim, acho que também não vou para o céu.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A maldição da nem heroína


Eu queria no meu íntimo, que nada mais acontecesse pra atrapalhar o que eu sinto por ti, mas como sempre, você não tem um tempinho pra ter um tempinho pra mim.

Já estou me acostumando com isso, e queria poder dizer que sinto sua falta cada vez menos nos últimos dias, mas seria a pior mentira que já contei a mim mesma...

Queria acreditar que tudo mudou, que ia ser diferente, mas pro resto das nossas vidas vai ser assim.

Desculpa por isso, mas me sinto extremamente chateada. Não vou mais ligar, as mensagens, não mandarei... Estou cansada de esperar uma resposta definitiva vinda de ti...

Então me conformei, e vou tentar, com todas as minhas forças continuar a carregá-la em meus ombros, tentando provar que eu te amo, tentando fechar os olhos à tudo que me fere, tendo paciência, embora ela se esgote por vezes. Só não esqueça que um dia, até Atlas sucumbiu, e que eu não sendo deusa, muito menos titã, não resistirei por muito tempo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bipolaridade

Eu já não sei mais dizer,
Se eu odeio te amar,
Ou se o amor que sinto
é só um revés de puro e vivo ódio.

Acho por fim, que odeio te amar,
que existe alguma coisa que mantém tão perto de ti,
que se chama realmente ódio,
a cólera, a ira, a fúria, a pura raiva.

Que por segundos me faz ter vontade de te estrangular,
mas que pelo resto do dia me faz desejar teus beijo cálidos.

Odeio o teu jeito arrogante, prepotente e... chato!
Mas foi pelo teu jeito doce e terno que me apaixonei...
É teu jeito supérfluo, de luxúria e paixão,
de soberba e pseudo-superioridade que te fazem assim,
Um ser amante, carnal... Com a alma mais linda do Universo.

E talvez por isso eu te odeie tanto...
e por outro lado não consiga viver longe de ti,
que um ódio contido só pode ser admiração,
amor, elevação. Se é que me entendes...

E sim, é isso.
Eu definitivamente, te odeio.
Prefiro ver o Diabo de fronte.
Te odeio tanto quanto nem sei dizer.

Te odeio tanto, porque de algum jeito,
Eu amo você dos pés à cabeça,
do último fio de cabelo negro até o brilho do teu sorriso.
Tudo, sem uma parte sequer faltar.
Odeio te amar tanto assim.

domingo, 24 de julho de 2011

Três Badaladas

Uma, duas, três badaladas
Olho o relógio, nem sei por que
Pelo hábito talvez,
Porque sim, eu sabia
Eram quinze pr'as três.

Não esperava só o tempo
Esperava você, quieta
Escorrendo pelos meus dedos
Escapando de um silêncio,
De uma explicação falha.

De que adianta uma rima?
Uma, duas, três palavras,
Se eu falo, canto, escrevo
E você, como escrava
Apenas ouve o meu medo.

Uma, duas, três badaladas...
Três batidas de um coração
Uma alma podre apenada
Sozinha pela multidão
Uma gota, um sopro, uma badalada.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Pokito a Poko

Mirarme dentro y comprender,
que tus ojo son mis ojos,
que tu piel es mi piel,
en tu oido me alborozo,
en tu sonrisa me baño,
y soy parte de tu ser...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Por onde andei?

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me falta...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Inominável

Sabe aqueles momentos nostálgicos raros,
Que você tem um sorriso doido no rosto,
Milhões de lembranças frente os olhos,
Aquele frio na barriga,
Você sente aquele perfume,
Os sorrisos mordem os lábios,
Os olhares queimam o rosto,
De um jeito bêbado e terno,
Só uma melodia aos ouvidos...
E ainda assim, uma tristeza leve e fina,
Que leva uma lágrima ao olhar.
Você tenta refletir sobre o que as coisas se transformaram,
Tenta lembrar de como era antes,
Mas nada concreto, apenas rabiscos,
Borrifos e nuvens confusas de lembranças,
E aquela sensação que não passa,
Só é guardada mais uma vez,
Pra você pegar de novo quando quiser se sentir um pouco seguro...

domingo, 15 de maio de 2011

Mais que Bipolar

Sabe, é tão incrível como tudo, exatamente tudo, acontece entre a gente.
O jeito que você fica com ciúmes e brava o tempo todo... E o jeito terno que me olha segundos depois.
Mais uma vez, tudo lindo, os pãezinhos torrados, o café... A nossa história contada na pele de outras pessoas, outras personagens em um outro cenário, do teatro que encenamos todos os dias nos palcos da vida. Do drama à comédia, do romântico à sabemos exatamente o que.
O nosso amor que flui por cada poro, a cada palavra e a cada olhar.
Inegavelmente te amo. Irreversivelmente te amo.
Você no meu colo, teus lábios nos meus.
E a cada toque, teu cheiro impregnado em mim.
A maneira como tudo acontece, teu abraço e a lembrança.
Inconsequentemente te amo.
E dessa maneira só minha, só nossa...
Esse amor se constrói, e embora eu diga irresponsavelmente que não quero mais,
é porque eu inexplicavelmente te amo.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Glassplitter

Sempre me disseram que amar era a melhor coisa na vida, depois de viver.
Que eu encontraria alguém que me faria completa, a quem me entregaria por inteira.
Eu sofri um pouco pra entender. Doar-se é uma coisa extremamente dolorosa pra mim.
Aos poucos você vai abandonando vícios, costumes, jeitos... Tiques nervosos, palavrões e todo o resto.
Você se engana, pensando que a sua mudança é boa. Não é.
Ninguém poderia ter-me mudado. E não mudou.
No fundo ainda sou a mesma. Intolerante, inconsequente, irresponsável.
Mas a questão em si não é essa.
Sempre me disse, que de alguma forma tiraria do meu coração todas as camadas,
todas as sombras e todas as dores. Conseguiu.
Tirou camada por camada, como a uma cebola. Rimos disso um dia.
Que forma romântica de falar sobre isso, não é?
Enfim, tirou todas as camadas, todas elas, uma por uma!
Chegou lá enfim, meu coração. Encolhido a um canto, medroso.
Chegou lá, e feriu-o mais do que já estava.
Quebrou-o.
E agora me pede se pode colá-lo. Não pode.
Eu não quero. Deixe-o assim.
Você que queria tanto vê-lo, senti-lo. Eu deixei.
E mais uma vez, ele está quebrado porra!
E não há nada que você possa fazer para consertá-lo.

domingo, 1 de maio de 2011

A little less

Broken Strings

Deixe-me abraçá-la
Pela última vez
É a última chance de sentir de novo
Mas você me machucou
Agora eu não posso sentir nada

Quando eu te amo
Isso é tão falso
Eu não consigo nem convencer a mim mesmo
Quando estou falando
É a voz de outra pessoa

Isso me deixa pra baixo
Eu tento continuar em frente, mas isso dói muito
Eu tento perdoar, mas isso não é suficiente
Para deixar tudo bem

Você não pode tocar em cordas rompidas
Você não pode sentir coisa alguma
Que seu coração não queira sentir
Eu não posso te dizer uma coisa que não é real

A verdade dói
E mentiras mais ainda
Como eu posso te dar algo mais ?
Quando eu te amo um pouco menos do que antes

O que estamos fazendo?
Estamos nos transformando em pó
Brincando de casinha em ruínas de nós

Correndo de volta para o fogo
Quando não há mais nada para salvar
É como perseguir o último trem
Quando é tarde demais
Tarde demais.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Cartão de Páscoa

Se eu tivesse

Ah, se eu tivesse um tempinho...
Te poria a dormir em meus braços.
Se eu tivesse belas palavras,
Escreveria uma música pra você.
Se eu tivesse um pouco mais de carinho,
o poria nas mãos em concha,
e assopraria para o mundo inteiro.

Se eu tivesse uns trocados no bolso,
não daria pr'um mendigo na rua.
Até parece.
Compraria uma rosa lilás pra você.

Se eu tivesse um pouquinho mais de vontade,
levantaria daqui e iria até o meu quarto,
por que lá me lembra você.
Mas não vou,
lembrar um pouco mais de você,
me faria louca.

Se eu tivesse mais amigos,
os convidaria pra sair por aí,
Dançar na rua, dormir nos canteiros.
Realizar sonhos bobos.

Se eu tivesse um pouquinho mais de você,
guardaria num vidrinho, só pra mim.
Abriria de vez em quando...
só pra te ver.

E sabe esse vidrinho?
É feito de carne, sangue e nervos.
As pessoas o chamam Coração,
e você está dentro do meu.

Bem aquecida, segura, protegida.
Mas se eu tivesse,
uma maneira de te mostrar...
Não estaria aqui.
Estaria de frente a ti.

E se eu pudesse dizer de alguma forma,
tudo o que sinto,
seria assim, de frente a ti,
olhando em teus olhos,
falando pra eles...
O quanto te amo.

Descritivo aromático dos dias

Gosto do cheiro das coisas. Eu os observo ao longo do dia, e dos dias.
Gosto do cheiro do meu cabelo no travesseiro de manhã. Do cheiro de hervas da pasta de dente. Do ar frio quando abro a porta. Da grama cortada no dia anterior. Do cheiro do rastro da noite que fica na rua. Do cheiro das árvores ainda orvalhadas, do café que compro na esquina. E principalmente, do teu cheiro quando me abraça, mesmo que só de vez em quando.
Cheiro o teu que confunde e mistura todos os outros, e mesmo quando meu nariz não funciona, que você sabe que é bem frequente acontecer, teu cheiro me desorienta.
Me encanta, reaviva. Eleva. Envolve.

Sobre o tempo

Faz um tempo que eu não escrevo sobre nós. Mas não é por falta de vontade, inspiração ou tempo.
É porque eu tenho medo. Porque flutuo na ilusão de fugir disso tudo sem sair do lugar.
Imagino, penso, reinvento.
Fecho, caio, roubo, minto, tempo.
Solidão, saudade, dor, amor.
E você?
Você é tudo. E o que é tudo pra mim?
São as coisas, pessoas, objetos, produtos, projetos, cores, cheiros, sons, pessoas, coisas, objetos?
(desculpa, não resisti.)
Tudo é o mar, o ar, o sol, o verde, a via Láctea? O Universo?
É tudo você,
suas ondas, cores, olhos, um mundo inteiro ao redor do teu umbigo.
Saudade de você dói, como chutar o sofá com o dedo mindinho do pé.
Saudade de você é triste como feriado no final de semana.
Saudade de você... como não poder enxergar.
Saudade de você, é irritante como uma torneira pingando a noite inteira.
E a cada tic-tac, seja bala ou relógio, um pedaço meu se vai.

terça-feira, 12 de abril de 2011

dias que valem uma vida

Desde que chegou naquela tarde, tinha algo diferente no olhar. Me olhava como se fosse realmente me devorar. Me abraçou forte, deixou um beijo quente em meus lábios.
Deitou ao meu lado na cama. Me abraçou mais uma vez... Mais um beijo ardente aconteceu. Começou a tirar minha roupa, a beijar meu pescoço, colocava os dedos entre meu cabelo, acariciava meu rosto.
Me olhava tão profundamente nos olhos.
Havia ali dentro uma mulher de verdade, que sabia o que queria, decidida, sedutora, caçadora. Uma fera de olhar doce, de um perfume inebriante, uma pele que exala amor, desejo.
Começamos a nos tocar, e a nos beijar cada vez mais profundamente... Seu corpo quente e macio junto ao meu, só de pensar causa arrepios.
É difícil explicar um sentimento assim, é difícil até mesmo diferir um de nós nesses momentos.
O carinho que temos, a cumplicidade, o respeito, a confiança, o desejo, o prazer; nada disso se pode explicar com meras palavras. Mas como já disse um grande sábio, o amor é uma língua que o mudo fala, o surdo ouve e o cego pode ver.
Movimentos perfeitos, frases, olhares e beijos trocados em seu devido momento.
Nosso êxtase. Como se mais uma vez, por alguns longos instantes, o mundo tivesse caído de sua órbita. A serenidade no olhar, os suspiros.
Ela deitou-se ao meu lado, virou-se. Conversamos.
Suas costas e carnes nuas... Meus lábios percorreram mais uma vez esse caminho, dançaram e brincaram entre as costas e a nuca, que se arrepiava com o calor de minha boca. Deitei-me sobre ela, os beijos ficaram cada vez mais intensos.
Virou-se novamente, me olhava nos olhos com um poder incrível, brincava comigo, me mantinha preso ao redor de seu dedo.
Seu calor se misturava ao meu, seu cheiro entrava por minhas narinas, e o nosso sentimento estava além de desejo, de vontades. Estávamos unidos por algo não humano.
Mais uma vez, os olhares se encontraram, os lábios se procuraram, nossos corpos falaram por nós. Os movimentos perfeitos e intensos, de uma maneira tão forte, como nunca havia acontecido. Parecia realmente ensaiado.
Teu olhar, o calor do teu corpo, o jeito que me abraçava. Teus suspiros que até agora me causam arrepios, teu êxtase se misturando com o meu. Nossos corpos tão próximos. Os movimentos cada vez mais excitantes e ao mesmo tempo tão carinhosos e apaixonados.
Teus suspiros, tuas mãos em minhas costas, teu ventre que me buscava. O suor que cobria nossos corpos por inteiro, o gozo e o fim.
Ainda lembro do teu rosto queimando, encostado em meu peito. Os minutos ofegantes sem falar absolutamente nada. O sono.
Te sinto gravada em mim. Me sinto em ti.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Perdendo Dentes

Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão

Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor

As brigas que ganhei
Nenhum troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei

As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci

domingo, 27 de março de 2011

Tú - Shakira - ouça aqui

Te regalo mi cintura
Y mis labios para cuando quieras besar
Te regalo mi locura
Y las pocas neuronas que quedan ya

Mis zapatos desteñidos / El diario en el que escribo
Te doy hasta mis suspiros / Pero no te vayas más

Porque eres tú mi sol / La fe con que vivo
La potencia de mi voz / Los pies con que camino
Eres tu amor / Mis ganas de reír
El adiós que no sabré decir
Porque nunca podré vivir
Sin ti.

Si algún día decidieras
Alejarte nuevamente de aquí
Cerraría cada puerta
Para que nunca pudieras salir

Te regalo mis silencios
Te regalo mi nariz
Yo te doy hasta mis huesos
Pero quédate aquí

domingo, 20 de março de 2011

Pienso en ti ♫

Cada día pienso en tí
Pienso un poco más en tí
Despedazo mi razón
Se destruye algo de mi
Cada día pienso en tí
Pienso un poco más en tí

Cada día pienso en tí
Pienso un poco más en tí
Cada vez que sale el sol
Busco en algo el valor
Para continuar así
Y te veo asi no te toque
Rezo por ti cada noche
Amanece y pienso en tí
Y retumba en mis oidos
El tictac de los relojes
Y sigo pensando en tí

Y sigo pensando.....

sábado, 19 de março de 2011

∞ antologia ∞

você me faz a pessoa mais feliz desse mundo...
sabe, não quero mais pensar se vamos ou não ficar juntos pra sempre...
o que importa é que temos um ao outro agora...
saibas que eu vou fazer o que eu puder e o que não puder pra ter você ao meu lado sempre...
nem que seja um pouquinho...
nem que seja uma vez ao ano...
mas que seja o melhor dia do meu ano...
amo você ...
e com você tudo fica perfeito, até os dias tristes,
até os dias chuvosos,
e as segundas-feiras insuportáveis...
é você que me dá uma dose diária de vontade de viver...
e queria que você soubesse disso,
que eu te amo,
e que tudo que eu faço é por você,
é por nós dois.
com você eu não só aprendi o que é um Amor de verdade,
eu descobri o que é a felicidade,
o que é o amor incondicional,
o cuidado, o se importar,
aprendi a pelo menos tentar dar o meu melhor sempre,
e isso me fortalece a cada nova manhã.
saibas que enquanto você estiver dentro do meu coração,
eu me sinto a menina fraca mais forte do mundo...
amo você


domingo, 13 de março de 2011

Coníferas



















Minha garota, onde você vai
Eu vou aonde os ventos gelados sopram
Nos pinheiros, nos pinheiros
Onde o sol nunca brilha
Eu tremeria durante a noite inteira ...

segunda-feira, 7 de março de 2011

problemas e empecilhos varridos

















Desculpa se eu sou essa pessoa desprezível e arrogante assim, eu não tenho culpa.
Quero que você saiba que eu te amei esse tempo todo com todas as minhas forças.
Mesmo quando não deveria, mesmo quando não queria mais te amar.
Mas isso era uma coisa contra a qual eu não conseguia mais lutar.
Desculpa mesmo por ter te causado problemas e transtornos, não era minha intenção.
Eu só quero que você seja feliz, como você merece.
Que encontre alguém que te ame e te entenda como eu mesma.
Que cuide de ti como eu mesma cuidaria.
Que te dê toda a atenção, como eu mesma dava.
E que, por fim, seja mais compreensivo que eu.
Que dê tudo o que você queria e precisava, como eu não pude.
Tudo bem que eu penso que o se quer quase nunca é o que se precisa.
Outra coisa que eu queria deixar mais que claro,
é que você não precisa de mim. Não precisa de ninguém.
Você é um ser-humano capaz e completo o suficiente pra caminhar com as próprias pernas.
Levante a cabeça e siga em frente.
Não é o fim de só mais um amor que vai acabar com a tua vida.
E só mais uma coisa, que eu queria deixar mais que clara,
Eu vou te amar pra sempre, de alguma forma.
Mesmo longe, mesmo que eu já não faça diferença pra você.
Eu vou lembrar de todos os momentos que tivemos juntos,
por que são momentos que ficaram gravados em mim de alguma forma,
em minha carne, meu coração, meus pensamentos,
nossas almas de uma forma tão intrínseca...
O que sobra de um amor que não deu certo?

sábado, 5 de março de 2011

O caso de Jefferson

Hoje aconteceu mais uma daquelas coisas estranhas que só acontecem comigo.
Estava eu bem infeliz sentada em um banco numa praça esperando por alguém que eu sei que não viria.
Do nada, surgiu um rapaz, que sentou-se no banco ao lado (pô, de novo alguém que senta ao meu lado num banco e conta suas histórias). Ele me disse "mano, tô bem locão". Bem, deu para ver.
Olhos vermelhos e inchados, voz arrastada. Perguntou: "sabe por que eu tô assim?" Eu não respondi, mas ele fez questão de contar.
Disse que era rico, que era cantor, mas que estava daquele jeito por causa de uma "mina". Ele supôs o seguinte: "imagina se eu e você tivéssemos um filho. Que eu pagasse pensão e que fosse um bom pai. Você me deixaria ver o meu filho? MEU filho, ele é meu também, eu o amo. Você deixaria?"
Me comovi com a história e respondi que "não, não no seu estado". Ele prosseguiu; "eu deveria estar morto. Daniel prometeu minha alma ao Diabo, por isso estou vivo. Daniel me odeia. Hoje quebrei uma vitrine, por isso minha mão tá assim".
Mostrou a mão ensanguentada e com uns 20 pontos cirúrgicos. Perguntei por que ele havia feito aquilo. Calmamente, respondeu que estava à caminho da igreja quando aconteceu, mas não deu muitos detalhes. Disse que havia escolhido o mau caminho naquela noite, por que não conversava com Deus a 5 anos.
Eu respondi que ele tinha feito suas escolhas, que tinha seu livre-arbítrio então para escolher o caminho certo.
Ele concordou, cabisbaixo. "Quando eu chego nos lugares, todos me cumprimentam, eu sou alguém, todos dizem "irmão Jefferson", não sou um qualquer".
Continuou sua história sobre Deus. "o que me mantém vivo é a promessa que Ele me fez. Deus me prometeu a vida eterna".
Perguntou o que eu achava de Deus. Não tive resposta. Disse que eu estava mentindo (não sei sobre o quê, eu não havia falado nada!).
"Você não olha nos meus olhos, está mentindo, você é egoísta" (Deus, quem teria coragem?!). Levantou-se e foi embora. Entrei num táxi atordoada e fui pra casa.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Wind along the Coast














Agora está tão longe
ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim...

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...

White Flag


Eu sei que você pensa que eu não deveria mais te amar
Ou te dizer isso.
Mas se eu não dissesse, bem eu ainda sentiria
Onde está o sentido nisso?

Eu prometo que não estou tentando dificultar sua vida
Ou retornar pra onde estávamos

Eu sei que deixei muita confusão e destruição
Pra voltar novamente
E eu não causo nada além de problemas
Eu entendo se você não puder falar comigo de novo
E se você vive pelas regras do "acabou"
Então estou certa de que isso faz sentido
E quando nos encontrarmos,
o que estou certa de que vamos
Tudo que aconteceu naquele momento
Ainda irá existir
Eu deixarei passar
E ficarei calada
E você irá pensar
Que eu parti pra outra

Eu vou afundar com este navio
E eu não vou colocar minhas mãos pra cima e me render
Não haverá bandeira branca em cima da minha porta
Estou apaixonada e sempre estarei ...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bizarre Love Triangle

Toda vez que penso em você
Eu sinto passar por mim um raio de tristeza
Não é um problema meu mas é um problema que eu encontrei
Vivendo esta vida que não posso deixar para trás
Não faz sentido em me dizer
Que a sabedoria de um tolo não vai te libertar
Mas é assim que as coisas são
E é o que ninguém sabe
E a cada dia que passa minha confusão cresce

Toda vez que te vejo caindo
Eu fico de joelhos e faço uma oração
Estou esperando pelo momento final
Quando você dirá as palavras que não posso dizer

Eu me sinto muito bem
Eu me sinto como nunca deveria me sentir
E quando eu fico assim eu simplesmente não sei o que dizer
Porque não podemos ser nós mesmos da mesma forma que fomos no passado
Eu não tenho certeza do que isso significa
Eu não acho que você é o que parece
E na verdade admito para mim mesmo
Que se eu machucar outra pessoa
Eu jamais verei o que na verdade deveríamos ter sido

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Iris

E eu desistiria da eternidade para tocá-la
Pois sei que você me sente de alguma forma
Você é o mais próximo do paraíso que chegarei
E eu não quero ir para casa agora

E tudo que eu sinto é este momento
E tudo que eu respiro é sua vida
Porque mais cedo ou mais tarde isso acabará
E eu não quero sentir sua falta esta noite

E eu não quero que o mundo me veja
Porque não creio que eles entenderiam
Quando tudo estiver destruído
Eu só quero que você saiba quem eu sou

E não dá para lutar contra lágrimas que não vêm
Ou o momento da verdade em suas mentiras
Quando tudo parece como nos filmes
Sim, você sangra apenas para saber que está vivo

quando eu crescer,

por favor, me avise de que morri! lembre-me de enterrar também tudo o que morreu dentro de mim, sendo uma adulta fria, inanimada.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cauterizando dores

Agora eu costumo ver nosso amor como uma ferida aberta. E dolorosa. Uma ferida que sangraria em mim pelo resto da vida ao teu lado. Claro, se ficar com você significasse estar realmente ao teu lado.
Enfim, uma ferida que eu deveria ter curado há muito tempo. As suturas de compreensão e carinho que eu fazia já não adiantavam mais.
Era preciso estancar o sangramento de uma vez, coisa dolorosa essa, de um sofrimento agonizante em meu peito.
Mas eu consegui, e doeu até menos do que eu pensei que doeria. Estou me curando de você.
E, é inevitável, toda vez que olho pra mim, vejo aquela cicatriz, horrenda. Feia e torta, aquela cicatriz.
Toda vez que olho pra minh'alma, vejo você, aquela cicatriz. E passa em minha mente por um pequeno instante tudo o que passamos. E nada de mais. Sem aquele formigamento e pernas trêmulas. Agora só a minha voz treme. E falha.
Hoje já não dói, não dói lembrar que te amei e que me sacrifiquei por você.
Mas todas as vezes que sinto o teu perfume, a cicatriz dói uma dor lancinante. Como aquele osso quebrado que dói antes da chuva. E passa. Sim, passa! Quando entra por minhas narinas o cheiro da terra saciada.
Estou curado.

Texto de Rodrigo S. C.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

No need to argue

Não há necessidade de discutir mais
Eu dei tudo que eu pude mas isso me deixou tão triste
E a coisa que me deixa irritada
É a unica coisa que eu tenho

Eu sabia, eu sabia que te perderia
Você sempre será especial para mim

E eu me lembro de todas as coisas que nós uma vez compartilhamos
Assistindo a filmes na poltrona da sala

Mas dizem que vai dar tudo certo
Tudo isso foi uma perda de tempo?
Por que eu sabia, eu sabia que te perderia

Você sempre será especial para mim

Eu esquecerei com o tempo?
Você disse que pensava em mim
Não há necessidade de discutir

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Is it getting better ?

Tens me sido de alguma forma, excruciante, nem sequer consigo imaginar minha vida sem teus toques de delicadeza e bondade para com todo mundo.
Como me é tocante, vê-la preocupada e envolvida com todos os assuntos que causam penas e condolências aos mortais, como me é gratificante ver o sorriso nos rostos de quem ajudais!
Fico eu aturdido como uma criança, ante o cheiro dos doces que vêm da cozinha...
Deus tem sido tão sábio colocando no mundo pessoas como vós, que nos são tão tocantes e acalentadoras.
É em teu seio cálido que meus anseios e desejos se aquietam, é ali que por vezes tenho de ninar meu sangue revolto até conseguir respirar serenamente.
Teu olhar que abraça e envolve todas as gentes me deixa condoído. Não fossem as regras que me impõem, cairia a teus pés e agradeceria por ter-me trazido tanta paz. Nunca me senti tão completo, mesmo sabendo que me falta um mundo inteiro a conquistar.
A lágrima que deixo cair agora é a mais pura, é aquela que por anos guardei entre os corredores e labirintos de meu ser inquieto. É a lágrima que eu guardei pra quem a merecesse. E a mereceis minha cara.
Tranco-me na sala mais escura, e cuido desta lágrima desde que te conheci. Não te assustais com isto. Ela ainda é pura. Sois digna dela, mais do que eu mesmo, pobre e egoísta.
Creio que nem minhas palavras têm mais força do que ela. Quando os milhares de sentires e amares que trago em mim se misturaram em fim, eu a criei.
Sinto como se o universo lá fora fosse do tamanho de meu jardim, jardim este que elevo à paraíso todas as vezes que te imagino, caminhando entre as roseiras puras, o frescor de tuas carnes, de teu sorriso e de teu olhar é maior que da relva aos teus pés.
Sinto como se eu mesmo fosse a brisa que respirais, e tua presença me queimasse como o próprio sol.
Sei que tampouco sou digno destas palavras e de teu amor. Sou apenas um pobre ser, encantado e comovido com tua existência. Sois tudo o que preciso, e perdoe-me, mas sois mais do que isso. Sois a água, a luz e a seiva, sois o chão que me sustenta, embora por vezes nem vós saibais.

Rodrigo S. C.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

21 de agosto de 1771

"Em vão estendo meus braços para ela, de manhã ao despertar de um penoso sonho; em vão a procuro à noite em minha cama, quando um devaneio feliz e puro me invadiu, quando julgava estar sentado ao lado dela na relva, e lhe pegava na mão cobrindo-a de mil beijos.
Ah, quando, ainda meio tonto de sono, a procuro e a seguir desperto, uma torrente de lágrimas brota de meu coração e choro, desolado com o futuro sombrio à minha frente!"

GOETHE, Johann Wolfgang von. Os Sofrimentos do jovem Werther.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Utopias de Meninas



































Hoje eu acordei mais cedo que o normal, obviamente, foi um dia especial. Você viria até aqui.
E quem diria que o nosso dia terminaria entre lágrimas e apelos.
Você estava tão linda, me beijava daquele jeito provocante que só você tem. Conversávamos sobre coisas tão banais enquanto você deitava em meu peito e beijava meu pescoço.
Um arrepio me percorria a cada segundo, a cada toque seu. Então você começou a desabotoar minha camisa... E só o que posso lembrar são aquelas sensações plenas. Você estava deitada nua em minha cama, eu deixei aquela marca linda de batom em ti...
Quantas coisas descobrimos hoje... Chegamos ao nosso êxtase de uma forma tão bela, como se o mundo lá fora não existisse.
Lembramos fatos, contamos histórias... E chegou a maldita hora em que você tem que ir pra casa. Você me abraçou, me beijou e pediu pra que eu não te abandonasse, mesmo que um dia possam acontecer coisas "adversas" como você mesma diz... Lágrimas e prantos... Você sabe que eu faria isso por você mil vezes. Mil vezes.
Então você vai. A gente ri, lembra tudo o que aconteceu.
Mas eu quero que você saiba, eu vou estar sempre do teu lado, de um jeito ou de outro. Não importa o resto, não importa a forma.
Amor é sacrifício, e é isso que eu estou fazendo por ti... Te amando, me sacrificando...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Pesadelos - III

O que fazer quando um pesadelo se torna realidade ??

Incógnita Subversiva II

Sabe, eu menti pra você mais uma vez. Não mais uma vez. Eu menti esse tempo todo. Me sinto a pessoa mais mesquinha e desprezível do mundo por isso. Mas eu preciso admitir que menti pra você. Eu te prometi os céus. Mas o máximo que eu posso te dar é o toque da minha mão sob o luar.
Te prometi o brilho das estrelas, mas eu só tenho meu sorriso quando você está ao meu lado.
Te prometi conforto, mas tudo o que tenho é o aconchego dos meus braços.
Não prometi dinheiro e uma casa, não tive como. Só tenho a vontade de uma vida inteira ao teu lado. E podes ter certeza, em meu coração você vai morar pra sempre.
Não posso te oferecer as férias dos sonhos, mas se você quiser, eu tenho algumas horas reservadas só pra nós.
Não posso te dar roupas e sapatos. Tenho apenas o calor do meu corpo pra te dar. E sinceramente, andar de pés descalços é o que eu mais gosto de fazer.
Não tenho dinheiro, status, um bom emprego e nem sequer beleza. Não posso dar a vida que você quer, não posso nem caminhar ao teu lado. Sou um intruso nesse teu mundo. Só tenho esse meu amor incondicional. Tão incondicional que abro mão dele para ver esboçado em ti um sorriso.
E mesmo assim, sem ter nada, sem ser alguém, sinto que tenho um mundo inteiro pra te dar.
Sei que isso que lhe ofereço não parece muito, e talvez nem seja isso que você sempre sonhou. Mas é o que tenho. Se você quiser, é claro.
Eu estou falando isso pra não iludir você. Não te assustes. Mas se o pouco que tenho não lhe bastar, eu posso sair pela porta dos fundos e você não vai ter nem notado a minha presença.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Incógnita subversiva

As palavras às vezes são tão difíceis para quem tem pouco a dizer e muito a sentir.
Estas por exemplo, podem não ser as mais bonitas, mas foram escritas com o coração e a alma.
O amor é um fogo que arde sem ver, afoga a mente e é de tal intensidade que sobrepõe a lucidez e a razão.
Tudo em ti me fascina, o teu olhar, o teu sorriso, uma palavra; mas estar contigo, vai além do que estar no céu, atravessa os mundos e o infinito.
Parece estranho como tudo acontece, alguém invade nossa vida, nossa alma, e de repente se transforma no sol, na lua, no carinho e no coração, que bate em sua razão.
Teu corpo me acalma e me conforta, teu rosto quente me eleva.
Sentimento ardente? Amor platônico? Força, intensidade, aflição... carinho. Quero isso e muito mais, quero sentir a força do teu abraço, o calor do teu coração, a loucura da tua mente, a paixão na tua alma.
O teu beijo é como o mais doce mel, o mais puro vicio, a mais inocente loucura, o mais insano dos sonhos.
Aos meus olhos tu és uma Deusa, aos meus ouvidos, a mais ardente ternura, ao meu coração, a minha vida.
Talvez seja sempre... parece pouco ainda, mas já cega, cala, dói...
Quando estou longe de ti, queria apenas dormir para poder sonhar que estou ao teu lado e quando acordar, sentir o doce afago da tua mão e o calor do teu corpo.
Longe de ti, uma saudade ardente me consome, vela minha alma e me condena ao meu ser, o deixa em brasa.
Às vezes é tão difícil dizer “te amo”, mas quando os olhos se cruzam e os lábios se tocam, as palavras não são mais necessárias...

sábado, 22 de janeiro de 2011

É você

Que me faz continuar,
que me dá uma nova perspectiva ao acordar,
que faz realmente o copo parecer meio cheio.
A cada passo, a cada olhar, a cada sonho...
Meu maior desejo, a tua presença,
teu sorriso idiota e teus olhos furtivos,
cada gesto e cada toque.
Tudo isso que tanto me envolve,
nem sequer lembro de como era a minha vida sem ti,
lembro apenas daquele vazio.
Não sei o que acontece com o lápis,
que me conduz a palavras tão doces,
quando o que eu mais quero é provar que posso partir no verão,
e aquela ira que me invade,
em palavras não se converte, se inverte,
e me faz dizer por mais de uma vez,
o quanto te amo e que não vivo sem ti...
Quando tenho uma vontade louca de falar-te sobre ciúmes e dores,
aparece você, e tudo isso cai por terra do mesmo jeito que surgiu,
em poucas palavras,
   é o teu cheiro que me acalma quando eu quero te matar...
amar-te-ei até que eu mesma não mais exista...

Pesadelos - II

Não vou descrever o pesadelo desta noite, seria só copiar o da noite anterior. A diferença é que eu acordei quando deceparam minha mão esquerda.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

voy muriendo

No te pasa que perdés el corazón
y te falta el aire?
No te pasa que te duele hasta el dolor
y no queda nadie?

Y no me hace bien
ya no me hace bien extrañarte
y no me hace bien
no sé como hacer para olvidarte

Voy muriendo de a poco
voy buscando mis ojos
voy quemando tus fotos
cada hora que pasa
cada beso que se atrasa

Me mata, me saca, no quiero sin vos
me mata, me saca, no puedo...

Pesadelos - I

Ela estava lá parada. Tinha apenas 15 minutos para chegar em um lugar que ela não sabia onde ficava. Olhava o relógio, tamborilava os dedos, roía os dedos.
O trem chegou, mas parecia estranho dessa vez. Ao seu lado sentou-se seu melhor amigo nas duas primeiras cadeiras do vagão. Cumprimentos e "olás" forçados. Ela estava nervosa e atrasada, mas sabia que havia algo errado daquela vez. O trem partiu aos solavancos, mais rápido que o normal. Todos fecharam os olhos, derrepente estavam à centímetros dos trilhos e no escuro. Todo o metal e o vidro havia sumido. Só os acentos dos quais não conseguiam se levantar, e nem se encorajariam a tal coisa.
Um túnel escuro e aparovante à frente. Teias de aranha que tocavam em seu rosto. Ela odiava aranhas. Disse pro seu amigo que estava ao lado para proteger o rosto com os braços. Ela conseguia enxergar apenas algumas luzes bruxuleantes ao redor, enquanto o trem fazia curvas e caía, subia e andava cada vez mais rápido.
Apenas uma reta e velocidade. A voz débil anunciou: "O passageiro da poltrona 14 deve desembarcar imediatamente". O coitado estava desesperado, olhava para os lados e para a plataforma e se perguntava como desembarcaria àquela velocidade.
Ela sabia o que aquilo significava no seu íntimo. Ele morreria, sem dúvidas. Achou uma pena, era um garoto bonito.
Dois segundos mais tarde um portão de metal apareceu à frente. Num impulso ela esticou as pernas e eles atravessaram o metal sem maiores problemas. A não ser o desgraçado da poltrona 14 que foi decapitado.
Ela sabia que eram testes. Ela deveria protegê-los, então seria a líder daquilo. Mas por quê?
Sentiu pena da garota da cadeira 13, ela gritava horrorizada coberta de sangue com um cadáver sem cabeça ao seu lado. Aquilo a irritava profundamente.
"Se você quiser continuar viva é melhor calar a boca vadia!"
A velocidade parecia ter ficado constante e pular para uma das plataformas era impossível.
Mais uma barreira. Desta vez de madeira. Ela começou a soquear com todas as forças a parede assim que o "trem" parou bruscamente. O amigo ao seu lado fez o mesmo. Assim que abriram um buraco grande o suficiente puderam prosseguir.
Agora andavam devagar, parecia que era necessário observar o lugar mal iluminado e entulhado de coisas. Mandou que apanhassem qualquer coisa que parecesse útil.
Barras de ferro e pés de cabra pareciam a arma mais poderosa que tinham.
Não haviam mais obstáculos à medida que prosseguiam. Apenas cenas de horror. A maioria das garotas fechavam os olhos. Pessoas penduradas pela pele em ganchos à cantos, cadáveres aos pedaços iluminados por tochas nas plataformas.
Olhou para trás e as cadeiras 5, 8 e 13 haviam desaparecido. Pensou que talvez tivessem sido engolidos pelo próprio medo.
Não tinham coragem de pensar no que estava acontecendo, muito menos falar o que quer que fosse.
Caíram em uma fenda que parecia não ter fim. Muitos se machucaram na queda, e ela notou que eram apenas 8 lá em baixo agora. Era um jogo de sobrevivência. Uma voz firme e grave anunciou para que jogassem os celulares e qualquer outro eletrônico dentro de uma caixa em um canto.
Foram encaminhados à uma sala com oito cadeiras pré-determinadas. Roupas limpas e um quarto os esperavam. Foram proibidos de fazer perguntas e de se dirigir a qualquer um lá dentro.
No que parecia ser o dia seguinte, tiveram que responder a perguntas sobre eles e a questões de conhecimento. Aquilo parecia importante. Cada um deles tentava demonstrar ao máximo o que sabia a respeito de determinada área. E cada um deles era especialista em algo ali dentro.
Perceberam que tinham de ficar juntos, ou morreriam. Planos de fuga eram descartados a cada minuto, visto que mesmo que se livrassem daqueles guardas seria impossível lembrar o caminho de volta. Era realmente um pesadelo.
O perfil de cada um era escolhido, e de alguma forma eram levados àquele lugar. Ela pensou que havia se atrasado aquele dia. E o seu amigo disse que recebeu uma ligação dela para se encontrarem na estação àquela hora.
Ela começou a prestar atenção em inscrições nas paredes e no chão. Ela já havia estudado alguns daqueles caracteres, e tinha um conhecimento amplo em línguas. Cada objeto, cada pedaço do lugar estava repleto de códigos e sistemas secretos.
No quarto de paredes de pedras empoeiradas que lhe foi destinado, além dos muitos livros, plantas e desenhos, uma cadeira e uma mesa de madeira robusta e escura, encontrou uma pedra que seguindo uma sequência de movimentos abria um compartimento secreto. Guardou lá a carta que levava no bolso.
Apenas três dias se haviam passado, ela contava com a luz que entrava no grande salão ao meio dia, já que noções de tempo foram completamente perdidas.
Estavam perdendo também a razão. Alice, uma garota magricela com mechas vermelhas no cabelo, falava delirando que devia descobrir como Merlin entrou no inferno sem ser visto por Hades. Aquilo era loucura.
Sua raiva era tanta dentro daquele lugar, sem ter nenhum contato com o resto do mundo, embora essa clausura fosse o que ela desejava lá em cima.
Estavam sendo drogados por aquele lugar. Ela estava arrancando pedaços da própria pele com os dentes.
Não aguentava mais o frio e a loucura. Quando seus dentes cravaram-se no braço do seu amigo arrancando um naco de carne, ela sentiu o gosto doce do sangue em sua boca.
Ouviu então a música assustadora. Abriu os olhos, seu celular estava tocando. Ela estava em sua cama, eram 8 horas da manhã. Estava segura.
Pelo menos até a próxima noite.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Niemand ...

Espere, até o tempo ir embora
Então eu quero te ver de novo
Espere, até a noite começar
Eu posso ficar com você de novo

Eu sei que você está só
Então eu posso te procurar
Nada mais poderá ficar entre nós

Ninguém além de mim sabe o que você sente
Eu nunca te deixarei
Ninguém além de mim sabe o que você quer
Eu nunca te deixarei
Ninguém além de mim sabe o que você é
Eu nunca te deixarei ir ...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Eu peço

Peço vida e sanidade,
peço amor sem saudade
peço um abraço apertado
uma aperto de mão

Eu peço.
Carinho e reconhecimento,
amor e planejamento
teu rosto no meu
teu cheiro aqui.

Eu peço.
você em mim,
teus olhos nos meus.
uma bela lua para iluminar
e tua voz ouvir, apenas a cantar

Eu te peço,
volta,
vem me amar.
Esqueça o que já passou,
aceita os meus beijos
abraça o meu corpo
e deixa-me te desejar.

Eu espero.
Como quem já não tem outra saída,
teu olhar passar, e ficar.
Teu cheiro sentir sempre,
e o teu sorriso despertar.

Eu espero,
mais para a frente
apenas poder olhar e dizer:
valeu a pena esperar!


Texto de Diana Beluzzo

sábado, 15 de janeiro de 2011

Soneto do ódio menor

Queria dizer sinceramente o quanto te odeio
O quanto não suporto cada uma das tuas manias
Mas também que não vivo sem isso todos os dias
Que é por ti que me perco em devaneios.

Que eu odeio quando você encosta em mim
Quando tua pele fica rente à minha
Que antes de ti nem estrada eu tinha
E que eu odeio te amar tanto assim.

Porque me faz falta a tua presença
Vejo teus olhos cerrados brilhando
E cai aquela lágrima de desavença.

Teu perdão não peço mais meu bem
Trago o meu olhar e todo o ódio que sentia
Se vai, do mesmo jeito que ele vem.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Alimentando as mentes vazias

E recomeça a palhaçada mais uma vez. Minha indignação hoje se refere ao grande lixo industrial e alienante que é o Big Brother Brasil. É absurdo pra mim como as pessoas perdem o seu tempo sentando-se em frente a TV pra assistir isso.
De início parecia interessante, isso a 10 ou 11 anos atrás. Como se comportariam pessoas desconhecidas na empolgante luta por uma quantia de dinheiro. Mas até aí nenhuma grande novidade.
Analisando os aspectos comportamentais seria de fato bem interessante, mas o que se vê são pessoas bonitas e fúteis, que entram no "perfil" que mais uma vez o povo exige. É sempre o mesmo enredo, os mesmos personagens.
E há quem diga que BBB é a novela da vida real. E há quem chame os participantes de guerreiros. E claro, há quem assassine os próprios pais e há quem abuse de crianças. Coisas corriqueiras.
O fato é que esta porcaria que toma conta da "maior" emissora brasileira ainda por cima foi copiada. O que mais uma vez mostra o que está acontecendo com a cultura do brasileiro.
Seria utopia acreditar que as pessoas prefeririam ler um livro do que assistir a essas vulgaridades. O brasileiro está jogando sua cultura no lixo.
Hoje estreia mais um Big Brother! E as pessoas estão ansiosas e curiosas. Lamentável.
Estão sendo mais uma vez abocanhados por uma cultura importada e fútil.
Essa merda que a TV brasileira tanto exalta está pondo na mente das pessoas que são as "esperanças" da nação que elas tem de trapacear e ser mais bonitas e atraentes quanto for possível. E pensam assim não só crianças e adolescentes, adultos que tem uma noção básica de moral, ética e a puta-que-pariu estão mostrando o quanto são fracas diante de tudo que lhes é empurrado olhos e garganta abaixo.
Cada um sabe o que faz, assim eu espero.
E a sociedade continua afundando com suas ideias consumistas e fúteis.
Mas faço apenas mais um pedido de alguém desesperado, não se deixem levar por tudo isso.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pão e Circo

O que vemos hoje na televisão aberta brasileira ultrapassa o limite da indignação. Não só na televisão, mas jornais, Internet e todos os meios de comunicação.
O formato dos telejornais na maioria dos canais abertos é o mesmo. Um idiota que grita e fala palavrões, tentando ao máximo "mostrar o que o povo gosta". Barracos, acidentes, violência, catástrofes. E é isso bem ao fundo que o povão quer.
Além de ser injusto se comparados a outros tipos de notícias, ver um cadáver ao meio-dia tornou-se comum. A imparcialidade dos meios televisivos está se perdendo.
Jornalismo verdade. Até que ponto?
Sem contar é claro, com a massante enxurrada de notícias em cima de um mesmo assunto por horas a fio.
Morreu a facadas, tiros, uma bomba. OK. Entendi.
Mas o fato é que a violência em todo e qualquer nível que condenamos, nos está engolindo.
E não é questão de encobrir os fatos. Só acho que a televisão deveria ser mais coerente. Assim como todos os outros meios de comunicação.
De repente se tornou comum um cadáver ofuscar uma vida salva.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

19 de março de 2009

Qual a real finalidade de nossa existência bêbada e nojenta? A cada dia sombrio e sôfrego acredito que trata-se de uma sobrevivência a punhaladas pelas costas, fracassos e desassossegos. É aquele parente que a gente evita beijar.
É como se a índole das pessoas não passasse de ideias gastas e lanosas. Não passamos de um monte de carne no meio de um lixão, tentando desesperadamente salvar algo que preste, tentando provar para si mesmo que algum dia todo o sofrimento pelo qual passamos vai se transformar em recompensa.
Não falo como um mero espectador e sim como alguém que tenta fugir disso. Talvez por pensar que esteja louco por haver aceitado e fingido compreender essa realidade.
Alguém que fala sem pensar se assemelha ao caçador que atira sem apontar. É um grande desafio para o homem saber exatamente o que falar sem parecer mais um discurso ensaiado.
É loucura aceitar todo o lixo que nos empurram diariamente. Programas de televisão que são uma hipocrisia sem fim. As notícias a cada dia alimentando o pão e circo que nos exercem. Até quando aceitaremos isso?
E o vento vai varrer o que comemos nas preguiçosas e sujas ruelas de nossas almas.
É tudo apenas um abismo onde caímos todas as vezes que tropeçamos em nossas angústias e medos.
Acordem.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vil tentativa

Em meio a sombras e silêncios
Ouço apenas o que o seu coração quer me dizer
Mas não entendo.
Como frias mãos e braços,
Vem a noite e seu temor no abraço.
Lembro de ti por instantes intermináveis,
e quando me dou por conta a manhã aplaca a janela de vidros quebrados.
Vem o sol e queima meus olhos, vem você com todo o seu brilho e me cega.
Prefiro me manter a cantos recolhido a meus pensamentos e loucos devaneios
do que estar só e confuso entre multidões.
Lembro também de um passado que não é meu
e da dor que inflama meu peito e minhas carnes,
e o marasmo do fim das tristes tardes,
traz a as cores e a luz âmbar do sol que se vai.
E como triste também é a vida do Sol...



















Tão só e tão incompreendido, tão mal interpretado.
Em meus cânticos anteriores a Lua era meu desejo,
Agora ao Sol eu saúdo.
Este belo amor...
O Sol com sou brilho, calor e força.
E eu. Eu Lua. Eu só e fria.
Somos nós dois assim,
e o mundo não nos vê como gostaríamos.
Vivemos nossa cruel sina da distância.
Temos pouco tempo até o Apocalipse.
E é este o tempo que precisamos para sermos felizes.
Sei que você pode não entender o que sinto,
e que pareço por vezes louco falando assim.
Sentimentos foram feitos para serem apreciados e desfrutados.
Não vendidos, não consumidos, não desperdiçados.
Como uma garrafa de um grande vinho.
Meu resto de consciência ainda insana não permite que fale tudo o que quero.
Um dia ainda tomo coragem. Mas isso machucaria.
Mas enfim, não quero dizer nada. São só palavras vazias de uma tarde igual.
Nada que faça quebrar o coração humano. Engraçado não ?
É. A loucura é só um emaranhado de coisas, e quem sabe isso não seja real.
E é derrepente comprar uma carta de euforia. haha'
E o cansaço que deixa em carnes os pés, e o suor que cega aos ouvidos.
Porque não ver o teu cheiro ?
E eu o vejo dançar em mim, vejo o que ele me causa.

E quem ainda não encontrou um sentido pra seguir ??

Por Rodrigo S. C.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

o que faz meu mundo girar

"Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa."

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 1 de janeiro de 2011

Fatos - I

Logo às primeiras horas deste ano, fatos estranhos acorreram comigo. Pra variar. Senti minha conexão com os outros planos espirituais mais forte do que ela jamais esteve. Acho que os exercícios de reflexão e de alinhamento de chakras me auxiliaram neste sentido.
Esta conexão proporcionou uma coisa que eu achei não estar preparada ainda. Meu chakra de laringe estava com problemas nestes últimos dias de 2010, e foi estranho como as dores de garganta e seguidas tosses que eu tinha desapareceram apenas com a expressão de sentimentos e da comunicação, já que este chakra concentra justamente esta capacidade.

A comunicação que aconteceu, me levou a estas palavras. Sei que elas não são minhas, mas são de uma pureza incrível. Para aqueles que são descrentes de si mesmos e do Ser Superior, eu sugiro que nem terminem de ler isto.

"Não quero que chorem pela minha partida. Quero que se lembrem que minha jornada chegou ao seu propósito final. Cada pessoa que conheci e cada palavra que proferi, mesmo sem querer, esteve de acordo com o que o Criador quis. Meu amor pelas pessoas ao meu redor foi o que me manteve vivo muitas vezes. Minha busca esteve cheia de tropeços e escaladas difíceis, mas hoje eu volto para um plano onde esse aprendizado será a base de minha existência. Quero dizer que tudo que é feito com um propósito maior vale a pena. Estas encarnações terrenas são apenas parte de uma caminhada espiritual milenar que não se pode deixar desviar por desejos humanos e materiais, embora estejamos expostos a isso diariamente neste plano. Minha missão em partes foi deixar plantada a semente da busca individual de elevação e eu espero que como um Espírito de sorte, por ter vivido em um meio tão fraterno e amoroso, que minhas palavras não tenham sido em vão. Espero que o Ser Superior guie cada Aura em sua própria busca e que as energias se alinhem a favor daquele que indagar e trazer um novo modo de ver o mundo. Que o Ser Superior ajude a todos onde houver busca pela Paz e pela harmonia. Que cada um saiba de seu propósito e que o busque, só assim todos teremos paz interior, pois sabemos hoje que é impossível consertar o mundo sem consertar o Ser Humano. Conserte a si mesmo. Achilles"