terça-feira, 10 de maio de 2011

Glassplitter

Sempre me disseram que amar era a melhor coisa na vida, depois de viver.
Que eu encontraria alguém que me faria completa, a quem me entregaria por inteira.
Eu sofri um pouco pra entender. Doar-se é uma coisa extremamente dolorosa pra mim.
Aos poucos você vai abandonando vícios, costumes, jeitos... Tiques nervosos, palavrões e todo o resto.
Você se engana, pensando que a sua mudança é boa. Não é.
Ninguém poderia ter-me mudado. E não mudou.
No fundo ainda sou a mesma. Intolerante, inconsequente, irresponsável.
Mas a questão em si não é essa.
Sempre me disse, que de alguma forma tiraria do meu coração todas as camadas,
todas as sombras e todas as dores. Conseguiu.
Tirou camada por camada, como a uma cebola. Rimos disso um dia.
Que forma romântica de falar sobre isso, não é?
Enfim, tirou todas as camadas, todas elas, uma por uma!
Chegou lá enfim, meu coração. Encolhido a um canto, medroso.
Chegou lá, e feriu-o mais do que já estava.
Quebrou-o.
E agora me pede se pode colá-lo. Não pode.
Eu não quero. Deixe-o assim.
Você que queria tanto vê-lo, senti-lo. Eu deixei.
E mais uma vez, ele está quebrado porra!
E não há nada que você possa fazer para consertá-lo.

2 comentários:

  1. Priscila, doar-se é mesmo difícil, medos e corações partidos são as coisas que se você procurar olhar em cada um, você vai perceber, encontrará em todos. Enganos são coisas que acontecem, todo mundo um dia acaba se enganando com alguém, e perfeição não existe, infelizmente.
    Com o tempo tudo passa, o seu coração voltará a bater normalmente, e as feridas sumirão.
    Já me dando o direito de falar sobre, acho que não deveria se contentar tão fácil com mais uma ferida no coração. Se coisas ruins estão acontecendo agora é porque mais para a frente tem coisas boas lhe esperando.
    Espero que pense nisso, (:

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  2. pensarei, certamente. obrigada pelas belas palavras

    [ :

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