Desculpa eu ser assim, querida...
Desculpa a minha falta de escrúpulos.
Desculpa a minha ausência de culpa.
Se te falo que o que me ocorre é como o Inverno,
que vem depois do verão quente e lindo,
pra destruir tudo com sua gelidez mórbida,
é porque me destes todo o amor que eu precisava.
Mas da mesma forma que isto é como a tempestade,
que vem carregada de trovões e nuvens negras,
depois de um dia ensolarado,
ela vai tão facilmente.
E depois nos restam os campos verdes que brilham quando a chuva passa.
Nos resta o nosso jardim molhado.
Nos resta cada planta e cada ser festejando a água que vem trazer vida.
Isto acontece comigo, meu amor.
Essa tempestade que me invade,
apenas me fortalece.
Me dá um motivo pra continuar.
E o que eu espero de ti, então ?
Espero que estejas do meu lado, e que segure firme minha mão,
quando os trovões balançarem as janelas de minha alma,
espero que me digas sorrindo que as flores agradecem a chuva.
Quero que me protejas...
Da mesma forma que eu a protegerei quando o mesmo mal te afligirdes.
Confia em mim, da mesma maneira que confio em ti, do mesmo jeito que te confio,
meu fracassado coração.
Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas ...
domingo, 26 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
A cor do invisível ...
Tenho medo de escrever o que aconteceu conosco nesses últimos dias. Tenho medo de que nenhuma das palavras que conheço não sejam suficientes para descrever o que você me fez sentir, e o que eu estou sentindo até agora.
Nunca pensei que fosse me entregar assim a alguém. Mas pra falar a verdade ... eu nem pensei nisso na hora.
Você me fez sentir completamente segura, como se mesmo que soltasse a corda à beira de um penhasco, eu nunca tocaria o chão. E é isso que você faz comigo. Você me ensina a não andar com os pés no chão. Me faz sonhar novamente.
Como falamos ainda ontem. Na primeira vez que nossos lábios se encostaram, foi uma coisa quase normal pra nós duas ... pois nossas almas já estavam ligadas através do olhar.
Os movimentos dos lábios são apenas uma tentativa carnal de demonstrar o que nossos espíritos querem. Já estávamos juntas antes mesmo de termos nos tocado, e isso significa que simplesmente não precisamos de mais nada pra sermos felizes ...
Pois é. Você me desarmou ... me fez perder a razão ... me fez realmente acreditar que quando as almas se tocam, o toque dos corpos é consequência.
Bom, passaram alguns dias, algumas coisas passaram, e que eu acho que foram cruciais pra nos firmarmos assim.
Meu medo continua.
Nunca pensei que fosse me entregar assim a alguém. Mas pra falar a verdade ... eu nem pensei nisso na hora.
Você me fez sentir completamente segura, como se mesmo que soltasse a corda à beira de um penhasco, eu nunca tocaria o chão. E é isso que você faz comigo. Você me ensina a não andar com os pés no chão. Me faz sonhar novamente.
Como falamos ainda ontem. Na primeira vez que nossos lábios se encostaram, foi uma coisa quase normal pra nós duas ... pois nossas almas já estavam ligadas através do olhar.
Os movimentos dos lábios são apenas uma tentativa carnal de demonstrar o que nossos espíritos querem. Já estávamos juntas antes mesmo de termos nos tocado, e isso significa que simplesmente não precisamos de mais nada pra sermos felizes ...
Pois é. Você me desarmou ... me fez perder a razão ... me fez realmente acreditar que quando as almas se tocam, o toque dos corpos é consequência.
Bom, passaram alguns dias, algumas coisas passaram, e que eu acho que foram cruciais pra nos firmarmos assim.
Meu medo continua.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Improbabilidade constante ...
Improvável. É quase a nossa palavra. Eu nunca imaginei te amar assim, e sim, isto era unicamente improvável. Essa palavra que mata todas as outras. Queria falar realmente sobre nossas improbabilidades.
O lugar do nosso primeiro beijo, sagrado. Uma igreja, mas não apenas uma igreja. Uma igreja no meio da cidade, cheia de gente o tempo todo, tudo bem, tivemos uma ajudinha do cara que você diz que está lá em cima...
Depois, a biblioteca pública, a escola... e um edifício no meio do mundo. Essas coisas seriam quase perfeitamente normais. Pra um casal normal segundo a sociedade, é o que dizemos...
Vou morrendo aos poucos longe de ti. O que mais anseio todos os minutos é a tua presença. Quase enlouqueço quando não ouço a tua voz. Mesmo que seja pra ralhar comigo, ou pra reclamar de tudo quando dá errado, e com certeza dá mais errado ainda, é o que você diz...
Seria mais improvável ainda uma pessoa como eu ouvir todas essas coisas de outra pessoa que não você.
Não sei explicar o que sinto quando a sua mão toca a minha, mesmo que inocentemente. Muito me espanta que as pessoas nem percebam o quanto meu olhar se enche de amor e carinho quando olho pra você.
E você, com o rosto vermelho, não sei dizer... pede pra que eu não te olhe. Não entendo por quê.
Me corre algo pelo corpo inteiro quando sinto teu cheiro. Cada hora que passa, cada beijo que se atrasa.
Um dia, poderemos sair por aí, mostrar tudo isso.
Tenho vontade de gritar o teu nome, gritar que eu te amo. Pensando bem, eu não queria ter te dado uma rosa... eu quero plantar um jardim inteiro com você... Mas ao mesmo tempo tenho tanto medo... medo que você desista de mim... desista do Arthur... hehe.
Tenho vontade de gritar o teu nome, gritar que eu te amo. Pensando bem, eu não queria ter te dado uma rosa... eu quero plantar um jardim inteiro com você... Mas ao mesmo tempo tenho tanto medo... medo que você desista de mim... desista do Arthur... hehe.
Eu quero te dizer, minha laranjinha... que eu não sei mais imaginar a minha vida sem você, sem nossos planos, sem nossos sonhos, sem o teu amor, sem os teus beijos, sem o pensamento constante e improvável que teima em estar sempre em ti...
Quando você vai embora... no instante seguinte eu já sinto tua falta....
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Indisplicência ...
"As luzes atravessavam os vidros da janela e formavam espectros mórbidos e assustadores.O cheiro do sangue jorrado pelo quarto todo causava náuseas no assassino.
Sentia ainda as trepidações causadas pela lâmina atravessando o corpo frágil de pele macia da mulher que julgava ser o amor de sua vida.
Quase seguiu por completo o ritual de todas as noites. Preparou uma dose de seu melhor conhaque, bebeu-o lentamente enquanto caminhava pelo tapete da sala. Acendeu um cigarro, voltou para o quarto, olhou pela última vez para aquele rosto perfeitamente desenhado.
Procurou o revólver entre as roupas e caixas no armário. E a última coisa que ouviu e sentiu foi o som veloz e mortal da bala atravessando o ar em direção ao seu crânio."10/04/2010
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