sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

19 de março de 2009

Qual a real finalidade de nossa existência bêbada e nojenta? A cada dia sombrio e sôfrego acredito que trata-se de uma sobrevivência a punhaladas pelas costas, fracassos e desassossegos. É aquele parente que a gente evita beijar.
É como se a índole das pessoas não passasse de ideias gastas e lanosas. Não passamos de um monte de carne no meio de um lixão, tentando desesperadamente salvar algo que preste, tentando provar para si mesmo que algum dia todo o sofrimento pelo qual passamos vai se transformar em recompensa.
Não falo como um mero espectador e sim como alguém que tenta fugir disso. Talvez por pensar que esteja louco por haver aceitado e fingido compreender essa realidade.
Alguém que fala sem pensar se assemelha ao caçador que atira sem apontar. É um grande desafio para o homem saber exatamente o que falar sem parecer mais um discurso ensaiado.
É loucura aceitar todo o lixo que nos empurram diariamente. Programas de televisão que são uma hipocrisia sem fim. As notícias a cada dia alimentando o pão e circo que nos exercem. Até quando aceitaremos isso?
E o vento vai varrer o que comemos nas preguiçosas e sujas ruelas de nossas almas.
É tudo apenas um abismo onde caímos todas as vezes que tropeçamos em nossas angústias e medos.
Acordem.

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