Tens me sido de alguma forma, excruciante, nem sequer consigo imaginar minha vida sem teus toques de delicadeza e bondade para com todo mundo.
Como me é tocante, vê-la preocupada e envolvida com todos os assuntos que causam penas e condolências aos mortais, como me é gratificante ver o sorriso nos rostos de quem ajudais!
Fico eu aturdido como uma criança, ante o cheiro dos doces que vêm da cozinha...
Deus tem sido tão sábio colocando no mundo pessoas como vós, que nos são tão tocantes e acalentadoras.
É em teu seio cálido que meus anseios e desejos se aquietam, é ali que por vezes tenho de ninar meu sangue revolto até conseguir respirar serenamente.
Teu olhar que abraça e envolve todas as gentes me deixa condoído. Não fossem as regras que me impõem, cairia a teus pés e agradeceria por ter-me trazido tanta paz. Nunca me senti tão completo, mesmo sabendo que me falta um mundo inteiro a conquistar.
A lágrima que deixo cair agora é a mais pura, é aquela que por anos guardei entre os corredores e labirintos de meu ser inquieto. É a lágrima que eu guardei pra quem a merecesse. E a mereceis minha cara.
Tranco-me na sala mais escura, e cuido desta lágrima desde que te conheci. Não te assustais com isto. Ela ainda é pura. Sois digna dela, mais do que eu mesmo, pobre e egoísta.
Creio que nem minhas palavras têm mais força do que ela. Quando os milhares de sentires e amares que trago em mim se misturaram em fim, eu a criei.Sinto como se o universo lá fora fosse do tamanho de meu jardim, jardim este que elevo à paraíso todas as vezes que te imagino, caminhando entre as roseiras puras, o frescor de tuas carnes, de teu sorriso e de teu olhar é maior que da relva aos teus pés.
Sinto como se eu mesmo fosse a brisa que respirais, e tua presença me queimasse como o próprio sol.
Sei que tampouco sou digno destas palavras e de teu amor. Sou apenas um pobre ser, encantado e comovido com tua existência. Sois tudo o que preciso, e perdoe-me, mas sois mais do que isso. Sois a água, a luz e a seiva, sois o chão que me sustenta, embora por vezes nem vós saibais.
Rodrigo S. C.
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