Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas ...
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Se eu tivesse
Ah, se eu tivesse um tempinho...
Te poria a dormir em meus braços.
Se eu tivesse belas palavras,
Escreveria uma música pra você.
Se eu tivesse um pouco mais de carinho,
o poria nas mãos em concha,
e assopraria para o mundo inteiro.
Se eu tivesse uns trocados no bolso,
não daria pr'um mendigo na rua.
Até parece.
Compraria uma rosa lilás pra você.
Se eu tivesse um pouquinho mais de vontade,
levantaria daqui e iria até o meu quarto,
por que lá me lembra você.
Mas não vou,
lembrar um pouco mais de você,
me faria louca.
Se eu tivesse mais amigos,
os convidaria pra sair por aí,
Dançar na rua, dormir nos canteiros.
Realizar sonhos bobos.
Se eu tivesse um pouquinho mais de você,
guardaria num vidrinho, só pra mim.
Abriria de vez em quando...
só pra te ver.
E sabe esse vidrinho?
É feito de carne, sangue e nervos.
As pessoas o chamam Coração,
e você está dentro do meu.
Bem aquecida, segura, protegida.
Mas se eu tivesse,
uma maneira de te mostrar...
Não estaria aqui.
Estaria de frente a ti.
E se eu pudesse dizer de alguma forma,
tudo o que sinto,
seria assim, de frente a ti,
olhando em teus olhos,
falando pra eles...
O quanto te amo.
Te poria a dormir em meus braços.
Se eu tivesse belas palavras,
Escreveria uma música pra você.
Se eu tivesse um pouco mais de carinho,
o poria nas mãos em concha,
e assopraria para o mundo inteiro.
Se eu tivesse uns trocados no bolso,
não daria pr'um mendigo na rua.
Até parece.
Compraria uma rosa lilás pra você.
Se eu tivesse um pouquinho mais de vontade,
levantaria daqui e iria até o meu quarto,
por que lá me lembra você.
Mas não vou,
lembrar um pouco mais de você,
me faria louca.
Se eu tivesse mais amigos,
os convidaria pra sair por aí,
Dançar na rua, dormir nos canteiros.
Realizar sonhos bobos.
Se eu tivesse um pouquinho mais de você,
guardaria num vidrinho, só pra mim.
Abriria de vez em quando...
só pra te ver.
E sabe esse vidrinho?
É feito de carne, sangue e nervos.
As pessoas o chamam Coração,
e você está dentro do meu.
Bem aquecida, segura, protegida.
Mas se eu tivesse,
uma maneira de te mostrar...
Não estaria aqui.
Estaria de frente a ti.
E se eu pudesse dizer de alguma forma,
tudo o que sinto,
seria assim, de frente a ti,
olhando em teus olhos,
falando pra eles...
O quanto te amo.
Descritivo aromático dos dias
Gosto do cheiro do meu cabelo no travesseiro de manhã. Do cheiro de hervas da pasta de dente. Do ar frio quando abro a porta. Da grama cortada no dia anterior. Do cheiro do rastro da noite que fica na rua. Do cheiro das árvores ainda orvalhadas, do café que compro na esquina. E principalmente, do teu cheiro quando me abraça, mesmo que só de vez em quando.
Cheiro o teu que confunde e mistura todos os outros, e mesmo quando meu nariz não funciona, que você sabe que é bem frequente acontecer, teu cheiro me desorienta.
Me encanta, reaviva. Eleva. Envolve.
Sobre o tempo
Faz um tempo que eu não escrevo sobre nós. Mas não é por falta de vontade, inspiração ou tempo.
É porque eu tenho medo. Porque flutuo na ilusão de fugir disso tudo sem sair do lugar.
Imagino, penso, reinvento.
Fecho, caio, roubo, minto, tempo.
Solidão, saudade, dor, amor.
E você?
Você é tudo. E o que é tudo pra mim?
São as coisas, pessoas, objetos, produtos, projetos, cores, cheiros, sons, pessoas, coisas, objetos?
(desculpa, não resisti.)
Tudo é o mar, o ar, o sol, o verde, a via Láctea? O Universo?
É tudo você,
suas ondas, cores, olhos, um mundo inteiro ao redor do teu umbigo.
Saudade de você dói, como chutar o sofá com o dedo mindinho do pé.
Saudade de você é triste como feriado no final de semana.
Saudade de você... como não poder enxergar.
Saudade de você, é irritante como uma torneira pingando a noite inteira.
E a cada tic-tac, seja bala ou relógio, um pedaço meu se vai.
É porque eu tenho medo. Porque flutuo na ilusão de fugir disso tudo sem sair do lugar.
Imagino, penso, reinvento.
Fecho, caio, roubo, minto, tempo.
Solidão, saudade, dor, amor.
E você?
Você é tudo. E o que é tudo pra mim?
São as coisas, pessoas, objetos, produtos, projetos, cores, cheiros, sons, pessoas, coisas, objetos?
(desculpa, não resisti.)
Tudo é o mar, o ar, o sol, o verde, a via Láctea? O Universo?
É tudo você,
suas ondas, cores, olhos, um mundo inteiro ao redor do teu umbigo.
Saudade de você dói, como chutar o sofá com o dedo mindinho do pé.
Saudade de você é triste como feriado no final de semana.
Saudade de você... como não poder enxergar.
Saudade de você, é irritante como uma torneira pingando a noite inteira.
E a cada tic-tac, seja bala ou relógio, um pedaço meu se vai.
terça-feira, 12 de abril de 2011
dias que valem uma vida
Desde que chegou naquela tarde, tinha algo diferente no olhar. Me olhava como se fosse realmente me devorar. Me abraçou forte, deixou um beijo quente em meus lábios.
Deitou ao meu lado na cama. Me abraçou mais uma vez... Mais um beijo ardente aconteceu. Começou a tirar minha roupa, a beijar meu pescoço, colocava os dedos entre meu cabelo, acariciava meu rosto.
Me olhava tão profundamente nos olhos.
Havia ali dentro uma mulher de verdade, que sabia o que queria, decidida, sedutora, caçadora. Uma fera de olhar doce, de um perfume inebriante, uma pele que exala amor, desejo.
Começamos a nos tocar, e a nos beijar cada vez mais profundamente... Seu corpo quente e macio junto ao meu, só de pensar causa arrepios.
É difícil explicar um sentimento assim, é difícil até mesmo diferir um de nós nesses momentos.
O carinho que temos, a cumplicidade, o respeito, a confiança, o desejo, o prazer; nada disso se pode explicar com meras palavras. Mas como já disse um grande sábio, o amor é uma língua que o mudo fala, o surdo ouve e o cego pode ver.
Movimentos perfeitos, frases, olhares e beijos trocados em seu devido momento.
Nosso êxtase. Como se mais uma vez, por alguns longos instantes, o mundo tivesse caído de sua órbita. A serenidade no olhar, os suspiros.
Ela deitou-se ao meu lado, virou-se. Conversamos.
Suas costas e carnes nuas... Meus lábios percorreram mais uma vez esse caminho, dançaram e brincaram entre as costas e a nuca, que se arrepiava com o calor de minha boca. Deitei-me sobre ela, os beijos ficaram cada vez mais intensos.
Virou-se novamente, me olhava nos olhos com um poder incrível, brincava comigo, me mantinha preso ao redor de seu dedo.
Seu calor se misturava ao meu, seu cheiro entrava por minhas narinas, e o nosso sentimento estava além de desejo, de vontades. Estávamos unidos por algo não humano.
Mais uma vez, os olhares se encontraram, os lábios se procuraram, nossos corpos falaram por nós. Os movimentos perfeitos e intensos, de uma maneira tão forte, como nunca havia acontecido. Parecia realmente ensaiado.
Teu olhar, o calor do teu corpo, o jeito que me abraçava. Teus suspiros que até agora me causam arrepios, teu êxtase se misturando com o meu. Nossos corpos tão próximos. Os movimentos cada vez mais excitantes e ao mesmo tempo tão carinhosos e apaixonados.
Teus suspiros, tuas mãos em minhas costas, teu ventre que me buscava. O suor que cobria nossos corpos por inteiro, o gozo e o fim.
Ainda lembro do teu rosto queimando, encostado em meu peito. Os minutos ofegantes sem falar absolutamente nada. O sono.
Te sinto gravada em mim. Me sinto em ti.
Deitou ao meu lado na cama. Me abraçou mais uma vez... Mais um beijo ardente aconteceu. Começou a tirar minha roupa, a beijar meu pescoço, colocava os dedos entre meu cabelo, acariciava meu rosto.
Me olhava tão profundamente nos olhos.
Havia ali dentro uma mulher de verdade, que sabia o que queria, decidida, sedutora, caçadora. Uma fera de olhar doce, de um perfume inebriante, uma pele que exala amor, desejo.
Começamos a nos tocar, e a nos beijar cada vez mais profundamente... Seu corpo quente e macio junto ao meu, só de pensar causa arrepios.
É difícil explicar um sentimento assim, é difícil até mesmo diferir um de nós nesses momentos.
O carinho que temos, a cumplicidade, o respeito, a confiança, o desejo, o prazer; nada disso se pode explicar com meras palavras. Mas como já disse um grande sábio, o amor é uma língua que o mudo fala, o surdo ouve e o cego pode ver.
Movimentos perfeitos, frases, olhares e beijos trocados em seu devido momento.
Nosso êxtase. Como se mais uma vez, por alguns longos instantes, o mundo tivesse caído de sua órbita. A serenidade no olhar, os suspiros.
Ela deitou-se ao meu lado, virou-se. Conversamos.
Suas costas e carnes nuas... Meus lábios percorreram mais uma vez esse caminho, dançaram e brincaram entre as costas e a nuca, que se arrepiava com o calor de minha boca. Deitei-me sobre ela, os beijos ficaram cada vez mais intensos.
Virou-se novamente, me olhava nos olhos com um poder incrível, brincava comigo, me mantinha preso ao redor de seu dedo.
Seu calor se misturava ao meu, seu cheiro entrava por minhas narinas, e o nosso sentimento estava além de desejo, de vontades. Estávamos unidos por algo não humano.
Mais uma vez, os olhares se encontraram, os lábios se procuraram, nossos corpos falaram por nós. Os movimentos perfeitos e intensos, de uma maneira tão forte, como nunca havia acontecido. Parecia realmente ensaiado.
Teu olhar, o calor do teu corpo, o jeito que me abraçava. Teus suspiros que até agora me causam arrepios, teu êxtase se misturando com o meu. Nossos corpos tão próximos. Os movimentos cada vez mais excitantes e ao mesmo tempo tão carinhosos e apaixonados.
Teus suspiros, tuas mãos em minhas costas, teu ventre que me buscava. O suor que cobria nossos corpos por inteiro, o gozo e o fim.
Ainda lembro do teu rosto queimando, encostado em meu peito. Os minutos ofegantes sem falar absolutamente nada. O sono.
Te sinto gravada em mim. Me sinto em ti.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Perdendo Dentes
Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão
Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém
Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor
As brigas que ganhei
Nenhum troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei
As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Acender cigarro
Falar palavrão
Perder a razão
Eu quis ser eu mesmo
Eu quis ser alguém
Mas sou como os outros
Que não são ninguém
Acho que eu fico mesmo diferente
Quando falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
E uso as palavras de um perdedor
As brigas que ganhei
Nenhum troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei
As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
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