domingo, 31 de outubro de 2010

Desculpa ...

Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,

Tudo que vivi foi muito
profundamente...

Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo!

Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente,
rente à pele...

A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.

A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.

Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente.



Fabrício Carpinejar

sábado, 30 de outubro de 2010

Digitalizando :D

Little things you can't see ...

Penso por vezes que as palavras se esgotaram,
mas não é bem isso.
é que nem elas são capazes de explicar o que sinto,
essa coisa que eu sinto só de pensar em ti,
em sentir teu perfume,
em tocar suas mãos.
E pode parecer estranho, mas quando penso em ti,
que me devolveste a vida, penso em minha morte,
porque quero que ela seja assim como vivi,
quero morrer te amando,
mas se por mau fado ou culpa própria,
não sentires por mim o que eu sinto,
eu estarei ao teu lado, como sempre estive,
de um jeito ou de outro, estarei.
Não esquecerei jamais de tudo o que aconteceu entre nós,
mesmo que um dia o Tempo resolva ter pressa,
e é mais estranho ainda, como queremos moldá-lo,
pobre Tempo, deve ficar confuso,
quando estamos longe desejamos que ele corra por montanhas e vales o mais depressa possível,
mas quando estás em meus braços, simplesmente pedimos que ele pare.
E assim vivemos, entre juras e lágrimas,
entre anseios e desejos,
entre olhares e torpores.
É isso que somos.
É isso que seremos sempre,
A forma pura e simples de Amor

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Notas de Alguém Desesperado - III

As coisas acabam ...
O calor do verão esfria,
A chuva torrencial passa ...
Mas a gente sabe, que eles voltam.
Porque eles nunca acabam.
Já amor, ah, o amor.
Ele se quebra,
sangra.
E um dia,
a gente mata ele.
Mata com nossas atitudes.
Mas uma coisa coisa é certa,
Eu morreria pra tê-lo novamente.
Só mais uma vez.