sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A maldição da nem heroína


Eu queria no meu íntimo, que nada mais acontecesse pra atrapalhar o que eu sinto por ti, mas como sempre, você não tem um tempinho pra ter um tempinho pra mim.

Já estou me acostumando com isso, e queria poder dizer que sinto sua falta cada vez menos nos últimos dias, mas seria a pior mentira que já contei a mim mesma...

Queria acreditar que tudo mudou, que ia ser diferente, mas pro resto das nossas vidas vai ser assim.

Desculpa por isso, mas me sinto extremamente chateada. Não vou mais ligar, as mensagens, não mandarei... Estou cansada de esperar uma resposta definitiva vinda de ti...

Então me conformei, e vou tentar, com todas as minhas forças continuar a carregá-la em meus ombros, tentando provar que eu te amo, tentando fechar os olhos à tudo que me fere, tendo paciência, embora ela se esgote por vezes. Só não esqueça que um dia, até Atlas sucumbiu, e que eu não sendo deusa, muito menos titã, não resistirei por muito tempo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Bipolaridade

Eu já não sei mais dizer,
Se eu odeio te amar,
Ou se o amor que sinto
é só um revés de puro e vivo ódio.

Acho por fim, que odeio te amar,
que existe alguma coisa que mantém tão perto de ti,
que se chama realmente ódio,
a cólera, a ira, a fúria, a pura raiva.

Que por segundos me faz ter vontade de te estrangular,
mas que pelo resto do dia me faz desejar teus beijo cálidos.

Odeio o teu jeito arrogante, prepotente e... chato!
Mas foi pelo teu jeito doce e terno que me apaixonei...
É teu jeito supérfluo, de luxúria e paixão,
de soberba e pseudo-superioridade que te fazem assim,
Um ser amante, carnal... Com a alma mais linda do Universo.

E talvez por isso eu te odeie tanto...
e por outro lado não consiga viver longe de ti,
que um ódio contido só pode ser admiração,
amor, elevação. Se é que me entendes...

E sim, é isso.
Eu definitivamente, te odeio.
Prefiro ver o Diabo de fronte.
Te odeio tanto quanto nem sei dizer.

Te odeio tanto, porque de algum jeito,
Eu amo você dos pés à cabeça,
do último fio de cabelo negro até o brilho do teu sorriso.
Tudo, sem uma parte sequer faltar.
Odeio te amar tanto assim.