domingo, 24 de julho de 2011

Três Badaladas

Uma, duas, três badaladas
Olho o relógio, nem sei por que
Pelo hábito talvez,
Porque sim, eu sabia
Eram quinze pr'as três.

Não esperava só o tempo
Esperava você, quieta
Escorrendo pelos meus dedos
Escapando de um silêncio,
De uma explicação falha.

De que adianta uma rima?
Uma, duas, três palavras,
Se eu falo, canto, escrevo
E você, como escrava
Apenas ouve o meu medo.

Uma, duas, três badaladas...
Três batidas de um coração
Uma alma podre apenada
Sozinha pela multidão
Uma gota, um sopro, uma badalada.

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