Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas ...
sábado, 7 de agosto de 2010
O nosso amor a gente inventa ...
O momento por si só já foi mágico, terno, doce, um tanto estranho, devido às circunstâncias ...
Mas foi o melhor o momento que eu já tive em muito tempo.
Parecia tudo forjado, parecia já estar escrito. E perfeitamente escrito.
Minha voz falhava, embora você não percebesse. Minhas mãos estavam mais frias que as paredes descascadas que olhávamos.
Meu coração parecia estar bêbado.
Nós sabemos o que aconteceu instantes seguintes, e foi realmente mágico.
Um beijo inocente, quase infantil, eu diria.
Um forte desejo que relutava em ser reprimido.
A tua vontade de fugir, como dissestes ... Agora eu entendo. A nossa vontade de fugir.
Você fugiu então, e eu também, na direção oposta.
Fugimos por instantes apenas. Minha vontade de ouvir tua voz não foi suportável por muito tempo.
Eu sorria como a criança mais feliz do mundo, sorria dementemente, atordoada.
Mas sorria, embora parecesse uma louca, no meio de tanta gente, com o pensamento em uma só pessoa.
Caminhava apressada, embora não tivesse ao certo onde ir.
Os pensamentos ainda perturbados, aquela felicidade doida, o coração batendo forte no peito, o sangue batendo nas têmporas ...
E aquela cena que não saía da frente dos olhos. Aquele teu olhar. Aquele teu maldito olhar.
Achava eu que o teu sorriso me prendia mais a atenção, até ver de perto aqueles malditos olhos.
Malditos porque me prenderam. Queria eu aprender a lê-los.
Muito me faz pensar uma frase que dissestes hoje "que seja eterno enquanto dure, mas que dure o suficiente pra ser inesquecível".
Eu aposto nessa frase, aposto em nós duas.
Seguiremos inventando o nosso amor, até que ele real se torne ...
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