domingo, 21 de março de 2010

Despedida

Seus lábios tocaram os meus e no instante seguinte tudo o que eu senti por ela um dia trespassou meu peito como uma lança de fogo.

Embora minha vontade fosse beijá-la, mantive-me imóvel. Meu sangue parecia congelado nas veias. Uma lágrima correu lentamente por meu rosto.

Eu a olhava com um brilho no olhar que eu sabia, iria deixar-lhe aflita. Seus olhos desviavam dos meus. Aquilo a incomodava agora. Antes, era a minha maior arma para prendê-la perto de mim.

Meus dedos tocaram a mão dela, e enquanto corriam por seu braço em direção ao rosto, pareciam causar-lhe uma dor imensa.

Eles dançavam entre os traços de seu rosto, corriam até a nuca e voltavam, despretensiosos.

Quebrando o momento em seu ápice, ela disse com uma voz pausada, dura, fria e mal calculada: "Isso não significa que eu voltei pra você"

Como se não tivesse ouvido, beijei-a mais uma vez... Quem sabe a última.

"Esse foi um beijo, de despedida,
que se dá uma vez só na vida.
Explica tudo, sem brigas, clareia o mais escuro dos dias.
Tudo bem se não deu certo,
eu achei que nós chegamos tão perto,
mas agora com certeza eu enxergo,
que no fim eu amei por nós dois.

Mas você lembra,
você vai lembrar de mim,
que o nosso amor valeu a pena.
Lembra, é o nosso final feliz,
você vai lembrar,
vai lembrar sim...
Você vai lembrar de mim!"

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