sexta-feira, 26 de março de 2010

Carnificina solitária

{As coisas que fazem de mim um ser repugnante, talvez um dia me façam alguém melhor...}

Na esperança de quem sonha um dia encontrar o que procura arduamente, corro e não te encontro.

Teu sorriso está perdido nos escombros de mim mesma.

Talvez um dia quando eu te encontrar, eu te diga o quanto deixei de ser feliz sem você.

Talvez eu diga o quanto teria sido feliz com você.

Não sei se eu suportaria por muito tempo a tua falta de presença. Não quis dizer ausência, mas sim, falta de presença.

Você não está comigo. Você não está na primeira fila assistindo o espetáculo degradante que é a minha vida.

Por quantas vezes desejei teus beijos? Por quantas vezes implorei perdão sem ser culpada? Quantas vezes você simplesmente foi embora?

Fantasmas rondam o que restou. Copos quebrados, copos vazios. Por que brigamos ontem à noite?

Será que algum dia eu deixei que faltasse amor? Ou será que eu te afoguei nisso tudo?

Nosso amor não foi o que eu esperava. Você jurou que me amaria por toda a sua vida. Até entendo que tudo tem um fim, mas o que realmente aconteceu conosco?

Pensávamos que éramos uma alma apenas. Mas não somos o mesmo. Bem e mal, dia e noite, você e eu.

As flores que plantei em nosso jardim eu mando depois. Nosso anel de compromisso fica de lembrança. Quero minhas garrafas de vinho. Mas por favor, eu suplico, não leve o que restou de você em mim.

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