Desculpa eu ser assim, querida...
Desculpa a minha falta de escrúpulos.
Desculpa a minha ausência de culpa.
Se te falo que o que me ocorre é como o Inverno,
que vem depois do verão quente e lindo,
pra destruir tudo com sua gelidez mórbida,
é porque me destes todo o amor que eu precisava.
Mas da mesma forma que isto é como a tempestade,
que vem carregada de trovões e nuvens negras,
depois de um dia ensolarado,
ela vai tão facilmente.
E depois nos restam os campos verdes que brilham quando a chuva passa.
Nos resta o nosso jardim molhado.
Nos resta cada planta e cada ser festejando a água que vem trazer vida.
Isto acontece comigo, meu amor.
Essa tempestade que me invade,
apenas me fortalece.
Me dá um motivo pra continuar.
E o que eu espero de ti, então ?
Espero que estejas do meu lado, e que segure firme minha mão,
quando os trovões balançarem as janelas de minha alma,
espero que me digas sorrindo que as flores agradecem a chuva.
Quero que me protejas...
Da mesma forma que eu a protegerei quando o mesmo mal te afligirdes.
Confia em mim, da mesma maneira que confio em ti, do mesmo jeito que te confio,
meu fracassado coração.

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